sexta-feira, 13 de março de 2009

Água mineral do RN, fonte de qualidade e crescimento


O estado do Rio Grande do Norte é rico em diversos ramos de mercado, o da água mineral é um deles. Atualmente, são 14 empresas atuantes no mercado, com a perspectiva de crescimento em mais três empresas para o ano de 2009. De acordo com o Código de Águas do Brasil são consideradas águas minerais naturais aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuam composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa.
De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Brasil possui um grande potencial de água mineral a ser ainda explorado, e o Rio Grande do Norte é destaque por possuir uma qualidade em água mineral muito boa, atraindo investidores interessados em explorar o mercado. “A cada ano cresce a quantidade de envasadores no estado, e para 2009 há possibilidade de acréscimo em mais três empresas do setor de água mineral. O mercado está cada vez mais competitivo”, declara Roberto Serquiz, presidente do Sindicato das Indústrias de Cerveja, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas do RN – SINCRAMIRN.
O mercado de água mineral está em crescimento, possui oferta e qualidade, porém os empresários e os consumidores não podem deixar de estar atentos com a qualidade da água comercializada, por isso, a fiscalização é rigorosa e constante. “O mercado de água mineral é muito competitivo, estamos sempre buscando um diferencial para atrair consumidores, sem esquecer do controle de qualidade, é ele quem mantém as empresas no mercado”, enfatizou Serquiz. Atualmente, a maior quantidade de fontes encontra-se situada nos municípios de Macaíba e Parnamirim e a principal forma de comercialização da água mineral é em garrafões de 20 litros.
De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária – SUVISA – a água mineral produzida, envasada e consumida em Natal e região é de boa qualidade e atende às normas especificadas pela Agência de Vigilância Sanitária, a ANVISA. A própria SUVISA realiza análise detalhada no que se refere a rotulagem, envase e consumo do produto a cada 3 meses.
Porém, um ponto que ainda causa dor de cabeça nos empresários do setor é com relação ao transporte e armazenamento da água mineral, pois enquanto na indústria o controle de qualidade é rígido, alguns distribuidores não têm o mesmo cuidado e podem colocar todo o trabalho realizado na indústria a perder. Os produtos ainda são armazenados de forma errônea, o que pode vir a contaminar a água. Para evitar que isso ocorra, é necessário que os comerciantes em geral, se conscientizem para os riscos do transporte e do armazenamento inadequado. A água mineral só pode ser comercializada em locais que vendem gêneros alimentícios, e no que se refere ao transporte, o garrafão de água mineral não pode ser transportado junto com produtos tóxicos, e o veículo transportador deve ser coberto e com proteção lateral impermeável para evitar a contaminação.
O sindicato tem sido fundamental na preservação de um ambiente competitivo ético e de qualidade, buscando agregar os empresários em torno de soluções comuns. “Nesse sentido, desde 2004 vem sendo implementado ações estruturantes e estratégicas, sempre contemplando a implantação de programas de qualidade, capacitações, pesquisa de mercado, estudo bibliográfico, campanhas de marketing, campanhas educativas, estudo de proteção ambiental, seminários, enfim, existe todo um planejamento sendo executado”, declara Roberto Serquiz. O SINCRAMIRN vem trabalhando o espírito associativista como forma de buscar fortalecer as ações coletivas em benefício comum.
Apesar de ser uma economia sazonal, visto que se eleva bastante entre os meses de Dezembro a Abril e consequentemente cai nos períodos chuvosos, o mercado de água mineral é considerado de grande potencial de crescimento, pois a água é, sem dúvida, o mais comum e mais importante de todos os compostos. Graças às propriedades da água, a vida foi capaz de surgir e se desenvolver em nosso planeta.

Matéria publicada na Revista Mix

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